sábado, 3 de agosto de 2013

MUNDO TERÁ 1 BILHÃO DE IDOSOS EM 10 ANOS!

Mundo terá 1 bilhão de idosos em dez anos e falta estratégia, adverte ONU

O mundo terá 1 bilhão de idosos dentro de dez anos e os países devem adotar estratégias próprias, em especial na área de saúde, para assegurar o bem-estar presente e futuro desse segmento da população. O alerta é de um relatório divulgado ontem, em Genebra, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês).

De acordo com a ONU, 1 em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos ou mais (o equivalente a 11,5% da população mundial) e o envelhecimento, embora seja um fenômeno comum a nações ricas e pobres, está aumentando mais rapidamente nos países em desenvolvimento - onde vivem 2 de cada 3 pessoas idosas.

Na última década, o número de idosos no mundo aumentou em 178 milhões de pessoas. A cada segundo, 2 pessoas celebram o 60.º aniversário. O relatório atribui o crescimento dessa faixa a melhoras na nutrição, nos avanços da medicina, nos cuidados com a saúde, no ensino e no bem-estar econômico.

Esse conjunto de fatores fez crescer substancialmente a expectativa de vida no mundo - hoje, de 78 anos nos países desenvolvidos e de 68 anos nas regiões em desenvolvimento. Em 2050, a população idosa mundial deverá atingir 2 bilhões de pessoas.

A questão é como enfrentar esse crescimento. "As implicações sociais e econômicas deste fenômenos são profundas, estendendo-se para muito além do idoso e sua família, alcançando a sociedade inteira", afirma o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Por essa razão, o relatório sugere a adoção de novas políticas, estratégias, planos e leis específicos para os mais velhos. Hoje, 47% dos idosos e 23,8% das idosas participam da força de trabalho. O drama é quando eles deixarem de trabalhar. Apenas um terço dos países do mundo, que somam 28% da população mundial, conta com planos de proteção social abrangente para os idosos. Nos países em desenvolvimento, os custos com pagamento de pensão para a população idosa variam de 0,7% a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Furo. No Brasil - que tem 23,5 milhões de idosos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011 -, a questão previdenciária também é apontada como o principal problema decorrente do envelhecimento, segundo o geriatra Fernando Bignardi, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp. "Todo o processo foi calculado para pessoas que viveriam até 70 anos. Com o aumento dos anos de vida, está havendo um furo no cálculo. Agora é preciso pensar em como garantir uma renda mínima para as pessoas que estão envelhecendo", diz.

O segundo problema, para ele, é que a medicina convencional não se preparou para atender os idosos. "A medicina convencional atribui a cada diagnóstico, um tratamento. Não é incomum encontrar um idoso com a prescrição de 80 cápsulas por dia."

O relatório adverte que saídas precisam ser adotadas desde já. Hoje, apenas o Japão tem um índice de idosos que corresponde a mais de 30% da população. Por volta de 2050 - quando haverá mais idosos que crianças menores de 15 anos em todo o mundo-, outros 64 países farão parte deste grupo.

Fonte:Estadão 3/10/2012

ACADEMIAS CRESCEM NAS DUAS PONTAS DA PIRÂMIDE SOCIAL

Academias crescem nas duas pontas da pirâmide social

Por Katia Simões | Para o Valor, de São Paulo








Num dos endereços mais caros da capital paulista, o Shopping Iguatemi, está funcionando desde junho a mais luxuosa academia da Bodytech, em 2.100 metros quadrados, investimento de R$ 17 milhões. A Bodytech é uma rede com 90 mil alunos, 40 unidades e faturamento projetado de R$ 330 milhões para este ano. A nova Bodytech dá atendimento personalizado e tem infraestrutura cinco estrelas. A mensalidade mais baixa custa R$ 900. "A unidade do Iguatemi extrapola a sofisticação, podendo ser replicada em no máximo mais três cidades no país", diz Luiz Urquiza, sócio da rede ao lado de Alexandre Accioly, João Paulo Diniz e Bernardo Rezende, o Bernardinho.
A Bodytech é exemplo de uma das correntes de crescimento do mercado de academias no país, a de alto valor agregado, para as classes A/B. Na outra ponta crescem as academias de baixo custo, com equipamentos de ponta, mas baixa oferta de serviços.
A rede Smart Fit, do Grupo Bio Ritmo, é uma das mais bem-sucedidas iniciativas nessa linha. Com aportes do Fundo Pátria, o grupo investiu US$ 2,5 milhões na estrutura de retaguarda da rede. No ano passado foram abertas 29 unidades. Neste ano, a meta é somar 42. "A Smart Fit é a Havaianas das academias, sofisticada, mas democrática," diz Edgar Corona, presidente do Bio Ritmo.
No Brasil existem nada menos que 24 mil academias em operação, que movimentam cerca de US$ 2,4 bilhões por ano. "Esse mercado tem muito a crescer, já que apenas 3,7% da população brasileira frequenta academia", diz Gustavo Almeida, diretor-executivo da Fitness Brasil, que organiza a maior feira do setor.
A Runner, inaugurada em 1983, aposta no licenciamento. A prática vem desde 2007 e já são 18 unidades, oito próprias, 40 mil alunos, e faturamento estimado para 2013 de R$ 90 milhões. "A fórmula consiste na soma da força da marca Runner com o know how de cada empresário, que conhece o local onde atua", diz Dilson Mendes, diretor da área de licenciamento.


Fonte: Valor Econômico Fonte:Valor Econômico 2/8/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

FORÇA E RESISTÊNCIA NA TERCEIRA IDADE


Prática permite aos idosos continuarem praticando atividades cotidianas com facilidade.        

Atividades que estimulem a associação da força com outras capacidades físicas, entre elas agilidade, mobilidade, estabilidade e resistência, são ideais para a terceira idade. Uma das modalidades de exercícios que envolvem tudo isso é o chamado treinamento funcional.
Esse tipo de treino reduz o risco de lesões e habilita o idoso a continuar executando com facilidade suas atividades rotineiras, como subir e descer escadas, carregar objetos pesados ou brincar com crianças.

"É inerente ao processo de envelhecimento a redução das capacidades físicas de força muscular, resistência aeróbica e a flexibilidade.

"Elas influenciam diretamente na realização das funções diárias do indivíduo, além de alterarem a marcha, o equilíbrio postural e a autonomia funcional, o que compromete a qualidade de vida", comenta o educador físico Alexander Ferreira Santos, do Studio F3.

Segundo ele, um dos principais benefícios do treinamento funcional nesta faixa etária é a funcionalidade dos movimentos e a forma como o praticante consegue atingir alto rendimento sem correr o risco de lesões ou mesmo se submeter a dores. Isso porque o foco do treino é a repetição sistemática de movimentos úteis, para ganho de força física, em conjunto com o fortalecimento integrado dos músculos que estabilizam o tronco e o quadril - região chamada de "CORE"-, gerando uma base de equilíbrio ao movimento do corpo.

"Isso possibilita ao praticante da atividade física um aprimoramento das ações motoras, viabilizando um menor desgaste e menos chances de fadiga, dor, lesão músculo e articular e, consequentemente, que ele abandone a atividade física", ressalta Santos. 

Exercícios personalizados facilitam execução

O economista Gilberto Naoshi Maruyama iniciou o treinamento funcional há cerca de dois meses, depois de mais de 20 anos sem frequentar uma academia, incentivado pela família. Já sente os primeiros resultados. 
"O tipo de exercício do treinamento funcional facilita a execução e faz muita diferença para uma pessoa idosa, que está mais propensa a sofrer acidentes em casa. É uma forma de prevenção, porque com o fortalecimento a nossa musculatura passa a responder às nossas necessidades", comenta.

Embora tenha achado o treinamento puxado no início, agora Naoshi está adaptado e não sente dores.

"Estou ganhando força e resistência. Já consigo fazer alongamento com mais facilidade e estou me sentindo muito bem."

Equilíbrio e consciência corporal
O personal trainer Luccas Arruda comenta que às vezes o fato de o idoso não ter força nos músculos posteriores da coxa, por exemplo, faz com que ele perca o equilíbrio. "Na rotina, a falta de coordenação e da consciência corporal em coisas simples, como saber a forma certa de agachar, podem gerar lesões e até mesmo acidentes domésticos, com fraturas de osso, que nessa faixa etária tem recuperação difícil."

Segundo ele, o trabalho com idosos precisa intercalar exercícios de força e resistência com descansos ativos, para acelerar seu metabolismo e evitar a monotonia. "Para isso é necessário haver variações no treinamento das capacidades físicas. Cones, escada de agilidade e bola proporcionam esse descanso ativo na intensidade ideal para essa faixa etária", detalha. 

O funcional trabalha com metodologia em cima das capacidades biomotoras, desenvolvendo um treino dentro do objetivo pessoal.

Fonte:Jornal A Cidade 12/6/2013


ORGANIZAÇÃO E DEDICAÇÃO SÃO CARACTERÍSTICAS COMUNS AOS PERSONAL TRAINERS DE SUCESSO


Eleitos os melhores personais do ano, profissionais contam quais competências são necessárias para chegar ao topo. 

Quando se observa atentamente os profissionais bem-sucedidos, é possível notar que eles têm algumas características em comum. Ambição, conhecimento técnico, competência, perseverança , etc,  são apenas algumas das características que fazem destes profissionais os destaques que são. Dentre os personal trainers também há algumas características que podem ajudar a determinar o sucesso na carreira e para descobrí-las, o Portal da Educação Física conversou com os três vencedores do prêmio Personal Trainer do Ano, da Sociedade Brasileira de Personal Trainers, que existe desde 2011. Confira abaixo a opinião de cada um deles e inspire-se para trilhar o caminho até o topo!

Clóe Celentano - eleita a "Personal Trainer do Ano" em 2011 e gerente da academia do Corinthians (
clocelentano.blogspot.com)

"Acho que a principal competência do personal trainer de sucesso é a disciplina. Como ele é um autônomo, tem que se disciplinar e cumprir todas as suas aulas da melhor maneira possível. Depois que adquire uma certa carteira grande de clientes, o personal pode ter vontade de faltar, desmarcar uma aula, se atrasar e aí é que precisa de disciplina e comprometimento", destaca. Outras capacidades que Clóe destaca são cursos de atualização e leitura de artigos científicos, respeito ao aluno e a consciência da importância de se manter um relacionamento profissional: "é inevitável criar vínculos afetivos, mas quanto mais conseguir manter a postura profissional, maiores as chances de manter o aluno com você. É melhor ter poucos alunos fidelizados, do que 20, 30 que ficam dois meses e vão embora sem ver o resultado do seu trabalho". 

O cuidado com a aparência também é essencial: "tem que treinar pra sentir na pele o que o aluno está passando. O corpo é nosso instrumento de trabalho e nosso cartão de visitas"; assim como a organização para poder gerir o tempo e dar conta de todos os clientes. Para quem ainda está na universidade e pretende seguir a carreira de personal trainer, Clóe recomenda humildade e trabalho duro: "tem que fazer estágio em academia, trabalhar como professor de sala, porque dá traquejo e experiência. Além disso, o personal tem que lembrar que está trabalhando com ser humano e um erro seu pode até matar uma pessoa". 

Clóe conta que nunca procurou pelos alunos ao longo de toda a sua carreira e brinca que não sabe se vender, mas destaca a importância do network para a trajetória bem-sucedida. "Aprendi com meus coordenadores lá atrás que a forma como você se comporta, o certo ou o errado, tem sempre alguém vendo", assim, participar de eventos,  palestras e fazer um bom trabalho com os alunos é um chamariz do trabalho e leva ao topo. "Você pode fazer bonito na venda também, montando uma anamnese com tablet, notebook, mas se não souber a parte técnica, no dia a dia, se não trouxer resultados, o cliente vai embora", destaca sobre a importância do equilíbrio entre vendas e técnica. 

Luiz Domingues - eleito o "Personal Trainer do Ano" em 2012 (
www.informaluiz.com.br) 

Para o profissional de Santos (SP), já durante a faculdade é que se delineiam as principais competências do personal de sucesso. Além de gostar de estudar, ter o hábito da leitura e buscar informações que vão além daquelas indicadas pelos professores, além de ter um projeto pessoal e outro profissional. "Hoje a maioria dos estudantes não tem um projeto e nem paciência para saber que a experiência vem aos poucos. Querem tudo de forma imediata e não sabem onde querem estar daqui alguns anos. Tem que ter um projeto de vida, querer comprar uma casa, viajar o mundo com o seu trabalho, entre outros", destaca. Também é preciso entender que, com o passar dos anos, os nossos objetivos mudam e aí temos que nos readequar para atingi-los.

A autodisciplina é outra regra básica para chegar ao topo da carreira, segundo o personal trainer de 2012, assim como a administração do tempo. "As pessoas dizem que queriam que o dia tivesse 28 horas, mas na verdade elas canalizam suas energias praquilo que não vai trazer retorno, não vai agregar nada na vida delas. Quem se deu bem na vida canalizou as energias para aquilo que dava certo e continuam acontecendo por aí." O estudante pode se preparar para atingir essas competências é por meio do diálogo com outros profissionais, mais velhos e experientes, para adquirir conhecimento e trocar informações. "Muitos têm vergonha de conversar, acham que vão ser ridicularizados por que têm dúvidas. Outros não querem falar porque acham que é concorrência. A área de personal é muito individualizada", diz o personal de Santos, que indica ainda a leitura de revistas sobre gestão, como Exame e Você SA para que o profissional se inteire sobre a gestão de pessoas e que aprenda ainda sobre finanças, para saber como investir seu dinheiro. 

Diego Zanon - eleito o "Personal Trainer do Ano" em 2013 e consultor de atividades físicas (
www.diegozanon.com.br) 

Para o atual personal trainer do ano, o planejamento adequado da forma de trabalhar, o controle na execução desse plano de trabalho e a constante busca pela excelência para oferecer o melhor serviço ao cliente destacam o profissional. "Desde o segundo período da faculdade que eu tinha o objetivo de buscar a excelência e me destacar no mercado. Os estudantes têm que entender que é na faculdade que a gente começa a trabalhar e não depois de formados. Têm de se preocupar em aprender a parte técnica do funcionamento do corpo, mas também precisam buscar dicas de administração da carreira e marketing, que não se aprende na universidade." O apoio da família é fundamental para trilhar uma trajetória de sucesso, assim como montar um bom network com informações atualizadas para se inspirar e adaptar as novidades que eles têm feito para a sua realidade. "O sucesso é uma consequência que vem do seu trabalho quando você pensa em ajudar as pessoas com o seu ofício", diz Zanon.

O profissional cita cinco competências que são requeridas para se dar bem como personal trainer:

- gostar de pessoas, porque trabalhamos com elas;

- paixão pela profissão, porque a rotina é dura e você vai acordar cedo e dormir tarde;

- ser curioso, pois assim não vai se acomodar e vai sempre inovar para oferecer o que pode às pessoas;

- ter um bom trabalho de marketing, porque não adianta ser ótimo e ninguém saber que você existe. É preciso saber se divulgar e investir em cursos de gestão de carreira;

- determinação para enfrentar vários obstáculos durante a carreira.

Consultoria: Givanildo Matias - Test Trainer


Por Jornalismo Portal EF

Fonte:Portal Educação Física 15/5/2013

MERCADO PARA PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA CRESCE NO BRASIL

 
mercado fitness no Brasil cresce a cada ano. E consequentemente aumenta o número de ofertas para o profissional da área. Mas, os profissionais de educação física estão preparados para agarrar as oportunidades? 

Segundo o coordenador nacional de musculação e programas do Grupo BodyTech, Leonardo Cabral, o jovem profissional de educação física de hoje não se preocupa tanto na atualização profissional constante. "No passado, o profissional buscava atualizações e capacitações com frequência. O mercado era mais acirrado e estar sempre em busca de conhecimento e aprimoramento era um diferencial. No entanto, hoje há muita oferta de trabalho e o profissional nem sempre vê necessidade deste aprimoramento", afirma Cabral.

Buscar incessantemente sua evolução técnica e nos relacionamentos interpessoais são orientações que Paulo Jaouiche, profissional em educação física, advogado e administrador da unidade Morumbi da Companhia Atlética ressalta. "Ocorre que os alunos/clientes estão cada vez mais bem informados e exigentes, em qualquer nível de poder aquisitivo, sendo assim, terá a preferência aquele que, além de manter um bom relacionamento (atendimento), entregue resultados e tenha segurança para fundamentar suas posições" afirma Jaouiche.

Jaouiche ainda ressalta que seria interessante se as faculdades oferecessem aos futuros profissionais disciplinas de cunho mercadológico, relação interpessoal, empreendedorismo, marketing na carreira e pessoal. "Desta maneira, certamente o profissional de educação física seria mais bem preparado", afirma.

Outro aspecto relevante é o comprometimento com a empresa. Segundo o responsável pelos treinamentos da Runner, Guilherme Moscardi, os profissionais chegam para a entrevista cheios de exigências, mas nem sempre estão dispostos a colaborar efetivamente com o negócio da empresa. "Falta para o profissional um maior comprometimento e engajamento na empresa, querer participar dos eventos, criar e desenvolver algo diferente, trabalhar em equipe com os demais profissionais", ressalta Moscardi.

Além disso, Cabral também fala do profissionalismo do profissional de educação física. "Muitas vezes, o profissional é informal demais no atendimento ao aluno e isso mostra imaturidade, o que pode colocar em check sua atuação", lembra o coordenador. Ele ainda afirma que essas observações são características da chamada geração Y, jovens, muitas vezes recém formados, que são imediatistas. Moscardi também fala dessa geração que busca se locomover rapidamente, mas essa movimentação precisa ser proporcionalmente ao tamanho do seu talento.

Além disso, o profissional deve ter o espírito empreendedor, a busca pelo crescimento profissional agrega valores para ele e para a empresa também. "Outro aspecto é enxergar-se como uma empresa, seu diálogo com local de trabalho flui naturalmente, pois compreenderá melhor as regras de trabalho, a busca por metas e o porquê de trabalhar dentro de parâmetros mensuráveis", acrescenta Jaouiche.


Busca e retenção de talentos

Para atender as necessidades dessa geração, buscar novos talentos e reter os bons profissionais, as empresas buscam programas e ações constantes. Cabral conta que cada vez mais as empresas se preocupam em criar planos de carreira, proporcionar qualificações, gerar benefícios, remunerações diferenciadas e premiações para os profissionais em destaque. "Há 15 anos, as empresas não ofereciam um plano de carreira. De estagiário, passava para professor e poderia chegar no máximo a coordenador", lembra ele. "Hoje esse profissional tem espaço para prosperar", afirma Cabral.

Atualmente, as empresas oferecem treinamentos, capacitações e dão voz para os futuros profissionais. Moscardi conta que na Runner são mais de 1000 horas anuais em treinamento, sendo 560 horas apenas em treinamentos técnicos, todos gratuitos para os colaboradores da empresa. "Para os interessados há formação de liderança, e os profissionais podem se tornar treinadores depois. Encontros mensais reúnem os colaboradores para discutir os manuais da empresa. O encontro dá voz para que os profissionais possam efetivamente colaborar e sugerir alterações. A participação é ativa, e os colaboradores trazem vídeos, entrevistas e pesquisas internacionais para discutir. Essa troca é muito importante", ressalta Moscardi.

Segundo Jaouiche, valorizar a profissão, dando-lhes oportunidades de crescimento na carreira, facilitando a exposição ao mercado, preparando-o para difundir conhecimento dentro e fora da empresa são maneiras de reter os profissionais talentosos na empresa.


Tendências e áreas em destaque
A área de fitness ainda é muito voltada para estética e esportiva, no entanto, cada vez mais as pessoas procuram por saúde e qualidade de vida. Percebe-se uma mudança na sociedade, as pessoas vivem mais e procuram qualidade de vida por meio de atividade física. Cabral ressalta que antes a saúde estava relacionada a tratamentos médicos e fármacos. "Hoje o colesterol alterado pode ser tratado com programas de exercícios que buscam diminuir a gordura corporal", afirma Cabral. 

Para tanto, o coordenador aconselha os profissionais de educação física a voltar seu olhar para atividades multidisciplinares que envolvem os profissionais de educação física, os de saúde, médicos, psicólogos e fisioterapeutas. "Não sei se posso dizer que essa é uma tendência, pois acredito que já é uma realidade. Há um gap muito grande nesta área, que necessita deprofissionais capacitados, o que torna uma oportunidade profissional e empresarial" diz Cabral.

De acordo com Jaouiche, pilates, treinamento funcional e lutas como MMA e Muay Thai são áreas com grande destaque no momento. Já Moscardi ressalta as áreas de ginástica, natação e hidroginástica. Segundo ele, há falta de profissionais nessas áreas. Uma das respostas para o porquê da falta nessas áreas é a exigência física para as aulas. "Os profissionais precisam participar efetivamente das aulas, o que exige muito do corpo, além disso, ele precisa agradar seus alunos, ter capacidade de relacionamento, dar atenção verdadeira aos alunos, elogiar o aluno, incentivando-o", afirma Moscardi. Segundo Jaouiche as aulas coletivas são modalidades que demandam um maior tempo de aprendizado e dedicação, além de habilidade.

Embora Jaouiche concorde que faltam profissionais para as modalidades de aula coletiva, ele acredita que é necessário uma reciclagem nos métodos das aulas coletivas mais tradicionais. "Creio que estas modalidades ainda têm público, entretanto irá consegui-lo quem apresentar propostas inovadoras", diz.

Com a falta de profissionais neste segmento, o valor da hora aula também cresce significativamente. Segundo Moscardi, pode-se dizer, que o valor médio por hora/aula é em torno de R$25, mas não é raro bons professores ganhar R$60 por hora/aula e ainda há quem conte que recebe R$90 a hora. No entanto, o mesmo não acontece com as aulas de natação e hidroginástica, que embora sofram com a falta de profissionais, paga o mesmo valor há alguns anos. Moscardi aponta que o valor da hora/aula em 2000 era em torno de R$ 7,50, mesmo valor pago atualmente. No entanto, neste período a inflação cresceu 162% (de outubro de 2000 a outubro de 2012), segundo a calculadora cidadã do portal do Banco Central, e o valor atualizado da aula deveria ser R$ 19,66.

Sabe-se que as academias também não acompanharam a inflação. No entanto, a defasagem não é tão grande. Moscardi aponta para o que chama de "estagiarização" nas academias, ou seja, a troca de profissionais por estagiários para baratear a mão de obra. Hoje a maioria das academias tem para cada profissional formado, três estagiários trabalhando.

Para Cabral atualmente não se pode dizer que há uma área em baixa. "Há 15 anos quando me formei, o mercado era muito retraído, hoje esse mercado só cresce", afirma. De acordo com Cabral, tanto as academias, quanto as escolas, são espaços de oportunidades para o profissional de educação física que só cresce, além da área interligada a saúde e até mesmo reabilitação que acredita ser uma tendência.

Consultoria Técnica: Junior Crocco
Fonte: Portal Educação Física


Fonte:Portal Educação Física 26/6/2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

PRESSÃO ALTA, COLESTEROL RUIM E POLUIÇÃO SÃO FATORES DE RISCO PARA O CORAÇÃO

Pressão e colesterol altos e fumo são vilões conhecidos da saúde cardíaca. Médicos explicam, no entanto, que há outros fatores inimigos do coração. 

Pressão alta, colesterol alterado, sedentarismo e cigarro são inimigos já conhecidos da saúde do coração. No entanto, o cardiologista Roberto Kalil explicou que existem outros fatores que podem aumentar o risco de problemas cardíacos, como por exemplo, depressão, sono ruim e até mesmo a poluição.

No caso da depressão, há uma relação com doenças cardíacas, tanto de causa como consequência, como explicou o psiquiatra Daniel Barros. Isso porque, quando a pessoa fica ansiosa ou deprimida, as taxas de cortisol, hormônio do estresse, ficam muito altas por muito tempo, sendo que o normal seria que elas ficassem altas apenas em momentos necessários, como por exemplo, se ela precisa escapar de um acidente.

Fora isso, para aumentar ainda mais o risco, quem sofre de algum desses distúrbios geralmente costuma dormir mal ou ter maus hábitos de vida, como cigarro, má alimentação e sedentarismo, todos agravantes para a saúde cardíaca.

Os efeitos desses maus hábitos, inclusive, podem se assemelhar também aos efeitos da poluição - segundo o patologista Paulo Saldiva, a poluição deixa os vasos mais estreitos e pode até causar uma inflamação, mesmas consequências do fumo para o coração. Além disso, o estresse do trânsito e poluição também pode levar a pessoa a dormir mal e levar um estilo de vida ruim.

Os médicos explicaram, inclusive, que o sono ruim prejudica a produção de hormônios que protege o coração, como melatonina e corticoides. Além disso, quem tem apneia do sono, por exemplo, e costuma acordar várias vezes à noite pode ter também um aumento da pressão arterial e uma alteração nos batimentos cardíacos, como alertou o patologista Paulo Saldiva.

Uma das dicas para melhorar o sono é praticar atividade física, recomendação unânime dos especialistas. Uma medida que já pode ajudar bastante é abandonar o uso do carro já que as horas perdidas no trânsito são horas de sedentarismo - segundo o patologista, ao trocar o transporte público por um veículo, em média, a pessoa deixa de andar 4 quilômetros por dia e, para um homem de 60 kg, por exemplo, isso significa engordar 0,5 kg por mês.

Doenças cardíacas são um problema da vida moderna?
A repórter Marina Araújo foi conversar com o cardiologista Gregory Thomas, coordenador de um estudo que analisou múmias para descobrir se, antigamente, as pessoas já tinham doenças do coração. A descoberta foi uma surpresa - nas artérias das múmias, foram encontradas obstruções e calcificações.

De acordo com o cardiologista, no entanto, a causa do problema não são maus hábitos alimentares ou obesidade, como hoje em dia. Gregory Thomas acredita que as placas de gordura nas artérias façam parte do processo de envelhecimento, assim como as rugas. E, da mesma maneira, é importante se preocupar com a prevenção, mantendo um estilo de vida com dieta saudável e exercícios físicos. 

Dieta nostra
Um dos fatores de risco para a saúde de coração é o colesterol alterado. No caso do Rodrigo, personagem do quadro 'Dieta nostra', o problema estava começando a preocupar e ele precisou mudar a alimentação imediatamente.

Além disso, ele passou também a fazer exercício físico, como mostrou a reportagem no Bem Estar desta terça-feira (14). O que iniciou como uma simples caminhada logo virou uma corrida no parque e Rodrigo conta que os reflexos em seu dia a dia já começaram a aparecer, principalmente em relação a seu fôlego.

Matéria publicada em portal Bem Estar

ORIENTAÇÃO PARA TREINO AERÓBICO


Queime gordura de acordo com os batimentos cardíacos

Especialista dá a fórmula para calcular a frequência ideal para cada pessoa

Passear no shopping, caminhar na praia ou com o cachorro, andar pela casa... para você, caminhada é tudo igual? Pode até parecer a mesma coisa, mas o resultado é completamente diferente quando se trata de uma caminhada seca gordura. O segredo? "Ela queima gordura e detona muitas calorias precisa por atingir uma faixa de frequência cardíaca específica durante o exercício", explica o personal trainer Bruno Rodrigues, de São Paulo. Quer entender mais? Acompanhe.
No ritmo certo
Para manter a forma ou queimar aqueles quilinhos indesejáveis, a caminhada está entre os exercícios preferidos das mulheres. No entanto, somente "passear" não basta para conseguir os resultados desejados.
De acordo com Bruno, para potencializar a queima de gordura, a frequência cardíaca deve ficar entre 60% a 75% da frequência cardíaca máxima da pessoa. Portanto, uma caminhada com os batimentos acelerados na medida certa significam um maior gasto calórico e gordura zero!
Para descobrir essa frequência, faça a seguinte conta:
Subtraia a sua idade de 220. Deste resultado, multiplique por 0,6 para saber qual é a taxa mínima; em seguida, multiplique por 0,75 para saber a taxa máxima. Por exemplo, para uma pessoa com 25 anos:
220 - 25 = 195 (essa é a frequência cardíaca máxima da pessoa)
Mínimo ideal: 195 X 0,6 = 117
Máximo ideal: 195 X 0,75 = 146
Logo, a frequência ideal para aumentar a queima calórica deve ficar entre 117 e 146.
"Para aferir a frequência cardíaca, basta colocar os dedos indicador e médio sobre a artéria carótida na região do pescoço e contar as pulsações durante 6 segundos. Multiplique esse resultado por 10 para saber os batimentos cardíacos por minuto", explica Bruno.
Planeje-se
Outro segredinho para a caminhada surtir efeito na balança é realizá-la de maneira moderada, durante 30 a 60 minutos em dias alternados (no mínimo três dias por semana) ou diariamente. Portanto, separe uma hora para fazer o exercício e lembre-se: "Mantenha sempre o ritmo constante, não é uma caminhada no shopping", alerta Bruno.
Para aumentar o gasto calórico, realize a caminhada também em subidas e descidas, pois exige-se mais força dos músculos, além de ajudar no fortalecimento dos membros inferiores - apenas tome cuidado para não sobrecarregar o joelho - e escolha diferentes superfícies, como areia, grama, asfalto, etc. "Isso fará que mais fibras musculares sejam recrutadas, potencializando o resultado da caminhada", enfatiza o personal. Bruno também aconselha a intercalar o tamanho das passadas durante a caminhada.
Treino de caminhada
Escolha meia horinha por dia da sua agenda e exercite-se!
Tempo: 35 minutos
5 minutos aquecimento
5 x (3 min de caminhada rápida + 2 min com passada longa)
5 minutos de caminhada leve para finalizar.
Fonte:Revista Shape 17/4/2013